segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Pra conhecer bem uma obra é sempre bom ficar por dentro de quem o escreveu não é mesmo? No post anterior falei sobre os livros "Dois Irmãos" e "Os Dois Irmãos" agora vou falar um pouquinho sobre a vida de cada um dos escritores.

Oswaldo França Júnior escritor brasileiro nasceu em 21 de julho de 1936 na cidade de Serro e morre em 10 de junho de 1989 em João Monlevade.
Ingressou na Aeronáutica aos dezessete anos e teve sua carreira bruscamente interrompida pelo golpe militar de 64. De novo na vida civil, começou a dedicar-se à literatura, como meio de sobrevivência Ganhou o prêmio de WALMAP, em 67, o mais importante da literatura brasileira na época.
Publicou romances regularmente. O Viúvo que foi seu primeiro livro, seguido de Jorge, um Brasileiro (também em forma de filme e exibições na televisão), O homem macacão, os dois irmãos (que falei no post anterior), O passo-bandeira, As laranjas iguais (um livro de contos), Recordações de Amar em Cuba entre outros. Sua obra foi traduzida em diversos países como a Alemanha, Estados Unidos, União Soviética França e Checoslováquia.
Milton Hatoum é considerando um dos grandes escritores vivos do Brasil, ele nasceu em Manaus em 19 de agosto de 1952.
Descendente de libaneses ensinou literatura na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu quatro romances: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte e Órfãos do Eldorado. Seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares no Brasil e foram traduzidos em oito países como a Itália, os Estados Unidos, a França e a Espanha.
No incio do semestre, na disciplina de Literatura Compara a professora propôs a todos a leitura dos livros "Os Dois Irmãos" e "Dois Irmãos" para discussão em sala de aula. Irei falar um pouco de cada um dos livros e sobre o que eu achei de cada um deles. Vamos lá?
O Livro "Os Dois Irmãos" do autor Oswaldo França Júnio muito surpreende o leitor com a sua forma simples de escrever. Mas, na sua simplicidade consegue instigar coisas inimagináveis! A história como o título nos remete, narra a história sobre dois irmãos, um deles obcecado pela ideia de encontrar pedras preciosas - devido a isso nunca para em algum lugar, está sempre em lugares diferente, onde em praticamente todos eles ajuda uma pessoa - , e o outro o segue querendo mudar suas escolhas e seu perfil, sempre preocupado com o outro, vive fazendo perguntas, dando conselhos com isso ele se tornando um chato e monótono!, nesse ritmo, acaba esquecendo da sua própria vida em função de "melhorar" seu irmão. Esse é o resumo do livro, nada mais, nada a menos. Entretanto, um irmão não vive sem o outro, é quase que um precisa do outro pra viver. Quando você começa a ler o livro não entende absolutamente nada, mas com decorrer da leitura e dos acontecimentos você passa a conhecer a fundo cada personagem percebendo assim, o quão rica é a escrita de Oswaldo. Foi o primeiro livro do autor que li, não conhecia esse titulo e acho que nem a internet, já que não se encontra nenhuma análise referente ao livro e sinceramente não sei o porque.
Agora, vou falar um pouco de outro livro com a mesma temática desse anterior: Dois irmãos. Só que esse tem uma pequena diferença o titulo é "Dois Irmãos" sem o artigo "os", e é do autor Milton Hatoum. Esse, já é um livro bem mais aclamado e conhecido do que o outro. Narra a história de dois irmãos gêmeos: Yakub e Omar.Na infância foram separados devido a uma briga por causa de uma paixonite de criança onde os dois gostavam da mesma garota. Como castigo, Yakub foi morar por uns tempos em uma aldeia no Líbano junto com alguns parentes e Omar ficou aqui no Brasil com os pais e a irmã, vale lembrar que foi completamente mimado pela mãe. Os dois sempre brigavam, e quando Yakub retornou não foi diferente a disputa só continuo. Omar sempre namorador, não gostava de estudar, vivia nas noitadas. Yakub, completamente o oposto, era um homem aplicado aos estudos, sempre chegava cedo em casa e costumava tratar os pais com muito respeito. Acho que o maior enlace nesse livro é a inveja que existe em ambos os irmãos Yakub queria o amor da família que perdeu pelo tempo vivido longe e Omar buscando o prestigio que o outro recebia pelo seu bom exemplo. O livro é narrado por Nael, filho de Domingas - empregada da casa dos dois irmãos - ele busca com sua narrativa descobrir quem é o seu pai, por isso conta todos os acontecimentos que perpassou a vida dos rapazes.
Sou completamente apaixonada por livros, confesso que não sou muito fã de livros brasileiros, mas esse Milton Hatoum escreve tão gostoso, que me envolvi completamente na rivalidade desses dois irmãos, acho que por não ter irmãos e desconhecer esse universo de brigas fui ficando cada vez mais animada para descobrir o que ia acontecer, esperava um final melhor, na verdade esperava por um final clichê com os dois fazendo as pazes e toda a família vivendo feliz, mas nem tudo é como a gente espera né? Mas não é por esse motivo que o livro deixa de ser excelente, li ele em uma sentada *-* supeeeer indico!
domingo, 25 de novembro de 2012
Dom Casmurro é um clássico da nossa literatura né? Acho que qualquer pessoa no mundo já leu essa obra, e quem não leu não sabe o que está perdendo! O mistério que Machado nos conduz durante todo o decorrer do livro nos instiga: Capitu traiu ou não traiu? Essa é a questão que até os dias atuais pairam sobre todos, e mais é um dos livros dele que tem mais artigos publicados na internet, acho que todos tentam entender o mistério de Machado. O que realmente perderia a graça, porque Machado é mistério e tem que continuar sendo. A apresentação sobre esse livro foi ótima e trouxe temas relevantes para a discussão além da traição de Capitu, abordou a obra num aspecto mais geral e também muito atual. O vídeo que a meninas passaram de uma professora explicando o livro foi excelente! Já o filme não gostei muito, acho que por ser uma adaptação do livro sem seguir ele fielmente corta o clímax da história. É uma pena que nenhum produtor queira produzir o filme fiel ao livro. Não foi falado na apresentação, mas a serie que a globo fez sobre esse livro é incrível também não é muito fiel porque acrescenta algumas coisas para dar mais enfase, mas foi uma minissérie fantástica, acho que todos que gostam desse livro deveriam assistir, a serie tem um tom mais teatral, como se fosse um musical da Brodway, é lindo, eu amei!
Um vídeo do Youtube com um pedacinho do que foi exibido da serie, vale lembrar que lá também encontra ela inteira pra quem quiser assistir :D
Na época que foi lançado o primeiro filme da saga crepúsculo esse livro ficou muito famoso por ser o preferido do casal Edward e Bella, e como sou completamente apaixonada por esses filmes/livros resolvi ler o livro pra saber se era realmente bom. Sinceramente, não consegui passar do primeiro capitulo, achei levemente monótono e sem uma história que despertasse interesse. Entretanto, após a apresentação do trabalho na sala de aula, senti uma vontade absurda de lê-lo novamente, me pareceu uma história de amor muito linda que merece ser lida nos mínimos detalhes. Apesar de não ter gostado da versão do filme que foi exibido na sala (a mais antiga), mas já a versão atual que achei bem melhor só que ele muda um pouco a historia do livro por ser uma adaptação em personagens atualizados, e a linguagem utilizada é composta por gírias o que fogem do contexto ao qual a obra foi escrita. Mas no geral é um livro muito bom, de um amor muito intenso, o filme também (o atual, claro) muito bons (:




Esse é o livro da minha equipe (Francielle da Silva, Lisa Mary e eu), que foi apresentado no dia 15 de Outubro. Simplesmente é o livro mais triste que já li. Porém também um dos mais lindos. Zezé, é uma criança de 5 anos muito precoce, diz ter 6 anos para poder entrar na escola porque aprendeu a ler sozinho. Vem de uma família muito pobre, que adora bater nele devido às suas diversas travessuras. Como qualquer criança, Zezé não consegue ficar queto e sempre pensa em uma maneira de pregar uma peça em alguém. Sua família não consegue perceber sua inteligência, e só percebe suas travessuras com isso sempre bate muito nele. Mas eis que tudo melhora! Como o titulo do livro já diz não podia deixar de citar o Pé de Laranja Lima ou o Minguinho. Esse é um dos melhores amigos do Zezé, uma árvore que ganha vida no intimo dele, vivem conversando e brincando juntos.
Esse livro é muito pequeno devorei ele em poucas horas, li para um trabalho da faculdade mais fiquei completamente apaixonada por ele, vale muito a pena lê-lo! Foi o primeiro livro desse autor que li, normalmente não gosto muito de literatura brasileira, mas a forma como o autor conduz o livro faz com que você sinta tudo o que está acontecendo com o Zezé, todas as suas surras, suas tristezas e alegrias. Não posso falar muito se não acabo fazendo spoiler.
O filme é igualzinho ao livro, só muda a ordem de alguns acontecimentos o que não influência em nada na história, conseguiu captar a ideia de pobreza e tristeza que o livro tem de uma forma ingênua e linda. De todas as apresentações de trabalho esse foi o livro/filme que mais me surpreendeu, porque o autor despertou sentimentos em mim que jamais imaginei que um livro fosse capaz de fazê-lo.
“Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.” (VASCONCELOS, 1987, p.94)
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Nesse trabalho buscamos conhecer um pouco mais sobre alguns países que falam o Espanhol. Minha equipe ficou com a Bolívia e buscamos mostrar um pouco sobre esse pais encantador, sua historia, cultura, literatura, gastronomia e mais.
Lema do país: ¡La unión es la fuerza!
Capital: Sucre (Constitucional) e La Paz (Administrativa)
Cidade mais populosa: Santa Cruz de la Sierra
Língua Oficial: Espanhol, Quínchua, Aimará e Guarani
Independência: 6 de agosto de 1825
Área: Total 1.098.581 Km²
Fronteira: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Peru
População: Estimativa de 2010 10.426.160 hab.
Moeda: Boliviano (BOB)
Slides da apresentação de trabalho realizado no dia 05 de outubro:
Na apresentação, também foi mostrado um vídeo de propaganda exibido nos canais de televisão fechado, buscando visitantes para o país, vejam:
Bom, esse foi o nosso trabalho, onde buscamos conhecer um pouco mais sobre alguns países hispano-hablantes.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O livro/filme da semana passada (17/09) foi "O menino do pijama listrado", sempre tive muita vontade de lê-lo, mas sempre tive medo, dó, sei lá. Com esse trabalho tive a oportunidade de fazê-lo, entretanto confesso que não foi uma experiência muito agradável. É um livro muito triste e que me causou uma sensação de angustia enorme! Sempre que vejo assuntos relacionados à Segunda Guerra Mundial, não consigo entender como pessoas foram capazes de causar todo aquele sofrimento aos judeus, e sei lá, no filme quando se está vendo todo o sofrimento que eles passaram eu passei a mesma coisa, era como se eu estivesse lá com eles, acho que senti catarse durante todo o filme e o livro também. "Eram só crianças" foi esse o pensamento que me ocorreu durante todo o tempo. Não digo que seja ruim ler/assistir só que é angustiante, acho que o que resume toda a sensação é justamente isso: "Vai ser difícil esquecer a expressão do menino judeu. A inocência nos olhos azuis do menino alemão. A dor nos passos pesados de Pavel. A dor de uma raça inteira." (frase de Lyani, que leu e assistiu o menino do pijama listrado - resenhas skoob).
Resumo: "O livro ofusca toda a 2ª Guerra Mundial. Não é um livro contando detalhes da guerra, e sim o drama sofrido por pessoas que participavam diretamente e indiretamente dela. Isso dá todo o mérito ao livro. Bruno é um garoto de apenas nove anos, que é obrigada a partir de Berlim, sua cidade natal e que passa a viver em um lugar deserto, no campo. A única coisa possível de ser visualizada em volta era a estrada, e ao longe uma grande cerca. Bruno queria sair dali, mas a unica coisa que sabia era que o trabalho de seu pai não o deixava. O pai de Bruno, Half, era um oficial alemão nazista de alta hierarquia, subordinado imediatamente a Hitler, que nunca deixava o filho saber qual o seu verdadeiro serviço. A curiosidade de toda criança entra em cena, Bruno, cansado de não fazer nada, sai escondido pela porta dos fundos para saber o que havia escondido atrás da casa e se depara com cerca. Lá conhece Shmuel, uma criança judia que tem a mesma idade que ele. Os dialogos do livro são puros e inocente, assim como a conversa das duas crianças." (retirado e adaptado do site: http://www.ojovemescritor.com/2012/04/resenha-o-menino-do-pijama-listrado.html).
Resumo: "O livro ofusca toda a 2ª Guerra Mundial. Não é um livro contando detalhes da guerra, e sim o drama sofrido por pessoas que participavam diretamente e indiretamente dela. Isso dá todo o mérito ao livro. Bruno é um garoto de apenas nove anos, que é obrigada a partir de Berlim, sua cidade natal e que passa a viver em um lugar deserto, no campo. A única coisa possível de ser visualizada em volta era a estrada, e ao longe uma grande cerca. Bruno queria sair dali, mas a unica coisa que sabia era que o trabalho de seu pai não o deixava. O pai de Bruno, Half, era um oficial alemão nazista de alta hierarquia, subordinado imediatamente a Hitler, que nunca deixava o filho saber qual o seu verdadeiro serviço. A curiosidade de toda criança entra em cena, Bruno, cansado de não fazer nada, sai escondido pela porta dos fundos para saber o que havia escondido atrás da casa e se depara com cerca. Lá conhece Shmuel, uma criança judia que tem a mesma idade que ele. Os dialogos do livro são puros e inocente, assim como a conversa das duas crianças." (retirado e adaptado do site: http://www.ojovemescritor.com/2012/04/resenha-o-menino-do-pijama-listrado.html).
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Em trabalho proposto em sala de aula, a professora pediu que comparássemos livros e filmes (O carteiro e o poeta, O menino do pijama listrado, O morro dos ventos uivantes, Meu pé de laranja lima, Dom). Interessante trabalhar com literatura e cinema juntos né? Também acho. Quando se lê o livro tem uma experiência, e quando você assisti o mesmo filme a experiência passa a ser completamente diferente, acho isso o máximo ! Apesar de ler o livro, ao se deparar com o filme sua expectativa aumenta e ao mesmo tempo quer ficar comparando tudo o que tem de diferente ou até mesmo igual. (agora entendi o conceito de literatura comparada hihi)
Na semana passada, o "premiado" da vez foi o belíssimo filme O carteiro e o poeta, não li o livro (não achei em lugar nenhum na internet nem em bibliotecas aqui na cidade :/) mas assisti o filme. Pra mim o mais maravilhoso da obra é a amizade existente entre os personagens principais O carteiro o jovem Mario e o Poeta Pablo Neruda. O mais bonitinho é que além do Mario gostar muito do Neruda, a amizade dos dois se fortifica a partir do momento que o carteiro necessita da ajuda do poeta para conquistar sua amada Beatriz. É uma amizade linda, que sobrevive apesar da distancia que ocorre entre os dois personagens.
Escrito por Antônio Skármeta é um romance que acaba tendo um tom biográfico do famoso poeta Pablo Neruda. O livro/filme para mim tem dois fios condutor, o primeiro momento a linda amizade entre os dois que já falei e o outro é quando o Neruda ensina a Mario o que são Metáforas, e que ao fazer isso, nos convida para conhecer a poesia, a beleza e acima de tudo que as metáforas estão em qualquer lugar, nos mínimos detalhes da vida. ("seu sorriso se espalha como uma borboleta" metáfora que o Mario utiliza para conquistar sua amada Beatriz Russo)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Julio de la Vega Rodríguez nació en
Puerto Suárez, Santa Cruz (Bolivia), el 4 de marzo de 1924. Murió en 2010
a sus 86 años. Su cuerpo fue velado en su domicilio de la zona de Sopocachi.
Fue enterrado en el cementerio Jardín de la ciudad de la Paz. Fue novelista,
poeta, dramaturgo, abogado, docente y director de la carrera de literatura de
la UMSA. También era Crítico de cine y teatro. El festival de
Teatro de los Barrios lleva su nombre. Fue miembro sobresaliente de la
agrupación “Segunda Gesta Bárbara” movimiento literario boliviano de mediados
del siglo XX. En poesía, ha publicado Amplificación temática(1957),
Temporada de líquenes(1960), Poemario de exaltaciones (1966), libro con el que
ganó el primer premio del Concurso de Poesía “Franz Tamayo”, de la Alcaldía
Municipal de La Paz Por último, el poemario Vuelos (1993).
En 2004, recibió la Medalla “Pablo Neruda” otorgada por el Gobierno de Chile, en mérito a sus sobresalientes obras literarias. En 1969, obtuvo la primera mención del Premio “Erich Guttentag”, con su novela Matías, el apóstol suplente, que se publico en 1971. En 1980 y 1998 salieron a la luz pública otras dos ediciones de esta novela. En 1986, fue lanzada la primera edición de su segunda novela, titulada Cantango por dentro, y la segunda edición de ésta, en 2005.
Entre sus obras inéditas figura la novela Condenado a academia perpetua, escrita en los años 80 del siglo pasado. En el género teatral, ha escrito El sacrificio (1965), Se acabó la diversión (1973), y La presa (1984). Estas obras fueron representadas en varios escenarios de La Paz, Sucre y Santa Cruz.
Ejerció el periodismo durante mas de 20 años en el periódico paceño “Hoy” donde publicaba regularmente columnas de crítica en arte, cine y literatura. Ha sido catedrático y director de la Carrera de Literatura de la Universidad Mayor de San Andrés, desde 1971 hasta 2000. Ingresó en la Academia Boliviana de la Lengua el 19 de febrero de 1976.
Eduardo Mitre lo define: "Poeta del viaje y de la aventura, De la Vega lo es en igual medida del amor. Su poesía amatoria es una constante presente en toda su obra. Pese a los desniveles que en la misma ofrece, De la Vega es sin duda uno de nuestros más notables poetas del amor o, más precisamente, del amor-pasión que se alimenta del obstáculo erigido por la ausencia o la interdicción social".
Su sobrina Lupe Cajías escribió una carta de despedida e en ella lo define como "Experto en escuchar, una de las virtudes humanas más perdidas, fue amigo de los sobrinos, pero sobre todo de las hijas y de los nietos. Para los chiquitos es como un niño más; quizá desde la sensibilidad de la niñez es más fácil comprender que ese ser humano que nos lleva de la mano es un ser único porque no riñe, no juzga, no chantajea ni censura y es un cómplice de las faltas y de las mañas”.
En 2004, recibió la Medalla “Pablo Neruda” otorgada por el Gobierno de Chile, en mérito a sus sobresalientes obras literarias. En 1969, obtuvo la primera mención del Premio “Erich Guttentag”, con su novela Matías, el apóstol suplente, que se publico en 1971. En 1980 y 1998 salieron a la luz pública otras dos ediciones de esta novela. En 1986, fue lanzada la primera edición de su segunda novela, titulada Cantango por dentro, y la segunda edición de ésta, en 2005.
Entre sus obras inéditas figura la novela Condenado a academia perpetua, escrita en los años 80 del siglo pasado. En el género teatral, ha escrito El sacrificio (1965), Se acabó la diversión (1973), y La presa (1984). Estas obras fueron representadas en varios escenarios de La Paz, Sucre y Santa Cruz.
Ejerció el periodismo durante mas de 20 años en el periódico paceño “Hoy” donde publicaba regularmente columnas de crítica en arte, cine y literatura. Ha sido catedrático y director de la Carrera de Literatura de la Universidad Mayor de San Andrés, desde 1971 hasta 2000. Ingresó en la Academia Boliviana de la Lengua el 19 de febrero de 1976.
Eduardo Mitre lo define: "Poeta del viaje y de la aventura, De la Vega lo es en igual medida del amor. Su poesía amatoria es una constante presente en toda su obra. Pese a los desniveles que en la misma ofrece, De la Vega es sin duda uno de nuestros más notables poetas del amor o, más precisamente, del amor-pasión que se alimenta del obstáculo erigido por la ausencia o la interdicción social".
Su sobrina Lupe Cajías escribió una carta de despedida e en ella lo define como "Experto en escuchar, una de las virtudes humanas más perdidas, fue amigo de los sobrinos, pero sobre todo de las hijas y de los nietos. Para los chiquitos es como un niño más; quizá desde la sensibilidad de la niñez es más fácil comprender que ese ser humano que nos lleva de la mano es un ser único porque no riñe, no juzga, no chantajea ni censura y es un cómplice de las faltas y de las mañas”.
Fragmento del poema "¿Quién
es Ninoskha Méndez?"
“No me veréis con ella
nunca
porque el amor es el
secreto de la cita.
Sabed que camino con ella entre
árboles nocturnos,
que su casa
está situada en los límites
de lo real y el sueño
que para verla debo tomar el
‘Viento de
las Once’
que pasa por la ruta láctea
y me deja en las luces de su
puerta donde debo
decir el santo y seña:
‘Viva la oscuridad
y me estrello en la angustia como
el mar en la
roca,
por eso vengo a ti a iluminar mi
boca!’”
Disponível nos
sites: http://estanteboliviano.blogspot.com.br/2010/11/duelo-por-julio-de-la-vega.html // http://www.abolen.org/Biografias/Julio_de_la_Vega.pdf // http://www.educabolivia.bo/educabolivia/micrositios/biografias_y_efemerides/biografias/contenido/personajes/pdf/julio_de_la_vega_rodriguez.pdf acessado
dia 13 de Agosto de 2012 às 15:54.
terça-feira, 31 de julho de 2012
“I have always thought of translation as a way to enrich a language. If you write an original work in a particular language you are likely to exhaust that language’s own resources, if I may say so. If you translate, you import the riches contained in foreign languages into your own by means of felicitous commerce.” (Lefevére:1992:37)
O trecho acima foi extraído do prefácio com que o clérigo, poeta
e tradutor francês Jacques Delville (1738-1813) apresentou e
justificou sua tradução das Geórgicas de Virgílio, publicada em
1769.
Se nos valermos do pensamento de Delville e se tomarmos a
liberdade de expandi-lo com as reflexões de George Steiner em seu artigo “Que é Literatura Comparada’’, teremos boas razões para nos empenharmos em uma breve meditação sobre as relações entre Tradução Literária/Estudos de Tradução e a Literatura Comparada, esta última como uma disciplina dos Estudos em Teoria Literária.Vejamos o que Steiner tem a nos dizer:
Todas las facetas de la traducción – su historia, sus medios léxicos y gramaticales, las diferencias de enfoque, que van desde la traducción interlineal, palabra por palabra, hasta la más libre imitación o adaptación metamórfica – tienem un valor crucial para el comparatista. El comercio que se da entre las lenguas, entre los textos de distintos períodos históricos o formas literarias, las complejas interacciones que se producen entre una traducción nueva y las que la han precedido, la antigua pero siempre viva batalla entre ideales, entre ‘’la letra’’ y ‘’el espíritu’’, es el de la literatura comparada misma. (1997:150)
Habitando o mesmo universo, ou seja, discutindo o objeto de estudo da Literatura Comparada, Leyla Perrone-Moysés também nos oferece sua perspectiva:
Estudando relações entre diferentes literaturas nacionais, autores e obras, a literatura comparada não só admite, mas comprova que a literatura se produz num constante diálogo de textos, por retomadas, empréstimos e trocas. A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea. (1990: 94)
Buscando mais familiaridade com a área do comparativismo literário, uma pesquisa em diferentes obras pertinentes nos mostrou que definir com precisão o âmbito de ação da disciplina é tarefa ingrata. Variam as definições, variam os enfoques, variam as delimitações do seu campo de pesquisa/trabalho. Prova está na obra “Que é Literatura Comparada” onde os autores Brunel, Pichois e Rousseau oferecem uma outra definição do objeto da Literatura Comparada: “parece múltiplo como o mundo e perpetualmente fugidio. De que trata a literatura comparada? Das relações literárias entre dois, três, quatro domínios culturais entre todas as literaturas do globo? Tal é hoje seu feudo natural, sem nenhuma contestação.” (1983:139).
Não podemos, porém, parar por aí. A literatura comparada admite definições e mais definições. Não nos cabe aqui exibi-las todas. Entretanto, pela recorrência com que foi encontrada em várias obras relativas à área, parece que a perspectiva utilizada por H.H.H.Remak é das mais aceitas, por abarcar mais amplamente o assunto. Remak considera a literatura comparada
o estudo da literatura além das fronteiras de um país em particular, e o estudo das relações entre literatura de um lado e outras áreas do conhecimento e crença, como as artes (pintura, escultura, arquitetura, música), a filosofia, a história, as ciências sociais (política, economia, sociologia), as ciências, as religiões, etc., de outro. Em suma é a comparação de uma literatura com outra ou outras, e a comparação da literatura com outras esferas da expressão humana. (CARVALHAL;1998:74)
Vê-se, então, que o comparativismo é campo fértil e vasto para abrigar estudos de natureza vária, seja das relações entre culturas literárias e artísticas além fronteiras geográficas, seja entre literatura e outras formas artísticas ou mesmo de outras áreas do conhecimento; seu objetivo final deve ser, assim, investigar que tipos de diálogos e olhares se estabelecem entre diferentes regiões e diferentes ambientes culturais e como tais diferenças interagem (ou não); que possibilidades tais comparações abrem para um estudo (criterioso) de fontes e influências; que importância ganha o leitor nessa aventura; qual o papel reservado ao tradutor, criador que é da ‘ponte necessária’ para a transmissão da cultura entre povos. Como um crítico da tradução, o comparatista pode ressaltar e aferir valores nas obras que analisa. Vê-se, já de início, que, por sua própria natureza, ou seja, pelas diversidades de perspectivas que abraça, a literatura comparada é uma área polimorfa, pois, conforme assevera Leyla Perrone-Moisés, ao seu âmbito de estudo acorrem vários enfoques: relações entre obra e obra; ou entre autor e autor; entre movimento e movimento; estudo da fortuna crítica ou da fortuna de tradução de um autor em outro país; estudo de tema ou de uma personagem em diferentes literaturas; ou seja, segundo o raciocínio da pesquisadora, a literatura comparada, “mais do que qualquer outra disciplina literária” é difícil de ser definida teórica e metodologicamente, devido à “vastidão de seu campo e da pluralidade de seus métodos” (1990:91). Disciplina ‘eclética’ por natureza, parece indiscutível que a literatura comparada tem trânsito livre em suas investigações sobre outras áreas artísticas e outros domínios do saber; ela “fornece à crítica literária, à historiografia literária e à teoria literária uma base fundamental.” (CARVALHAL: 1998:39). Não é sem uma ponta de humor (saudável, diga-se de passagem) que Brunel e seus companheiros de autoria de “Que é Literatura Comparada” acredita antes “na perenidade do comparatista como ‘especialista’ das generalidades” (BRUNEL, PICHOIS & ROUSSEAU:1983:141).
Em seu artigo “Observações Críticas a Respeito da Natureza, Função e Significado da História da Literatura Comparada”, Louis Paul Betz nos ensina que
Investigar como as nações aprenderam umas com as outras, como elas se elogiam e criticam, se aceitam e rejeitam, se imitam ou distorcem, se entendem ou interpretam mal, como elas abrem os corações ou se fecham umas às outras, mostrar que as individualidades, como períodos inteiros não são mais do que elos de uma cadeia longa e multifilamentada que liga passado a presente, nação a nação, homem a homem – estas, em termos gerais, são as tarefas da história da literatura comparada (COUTINHO & CARVALHAL:1994:54).
Hoje, a literatura comparada tem a seu dispor uma série de instrumentos que a auxiliam em seus estudos, sobretudo de fontes e influências literárias. Dentre esses destacam-se os estudos da estética da recepção, que dão ao leitor o status de ‘artista principal’ (NITRINI:1997:176); os estudos de intertextualidade , com Julia Kristeva investigando o texto em suas relações com o sujeito, o inconsciente e a ideologia; os estudos de tradução e a história comparada da tradução, ilustrando a influência de uma literatura em outra e também oferecendo uma “percepção substancial de suas fontes históricas e internas “ (COUTINHO & CARVALHAL:1994:55); a teoria dos polissistemas literários, onde Even Zohar explicita suas reflexões sobre a teoria da tradução e relação dialética entre as categorias ‘canônico’ e ‘não canônico’.
E com base nessa linha de raciocínio, seria possível tecer uma longa rede de reflexões sobre as múltiplas áreas do conhecimento de que se vale a literatura comparada para se firmar com a força que adquiriu ao final deste milênio. Entretanto, uma empreitada desse porte não é nosso objetivo aqui. Suficiente material para discussão já teremos, se nos restringirmos às ligações entre a literatura comparada e a tradução literária. Nossa preocupação aqui será tecer algumas considerações sobre o campo da tradução literária como meio de veiculação de cultura entre nações, assunto de óbvio interesse para os comparatistas em seus estudos das relações interliterárias e intraliterárias. Afinal, “conhecer a ressonância de uma tradução, das leituras críticas que ela provoca diz muito sobre a obra mas também sobre o sistema literário que a acolhe” (CARVALHAL: 1998:71).
Esse texto faz parte do artigo "Das relações entre literatura comparada e tradução literária: algumas considerações", escrito por Alzira L. V. Allegro, Mestre e Doutoranda em Letras (USP), professora do curso de letras, Tradutora/Interprete, foi retirado do site www.unibero.edu.br as 17:51 do dia 31 de Julho de 2012.
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