segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Livro/Filme: O menino do pijama listrado

O livro/filme da semana passada (17/09) foi "O menino do pijama listrado", sempre tive muita vontade de lê-lo, mas sempre tive medo, dó, sei lá. Com esse trabalho tive a oportunidade de fazê-lo, entretanto confesso que não foi uma experiência muito agradável. É um livro muito triste e que me causou uma sensação de angustia enorme! Sempre que vejo assuntos relacionados à Segunda Guerra Mundial, não consigo entender como pessoas foram capazes de causar todo aquele sofrimento aos judeus, e sei lá, no filme quando se está vendo todo o sofrimento que eles passaram eu passei a mesma coisa, era como se eu estivesse lá com eles, acho que senti catarse durante todo o filme e o livro também. "Eram só crianças" foi esse o pensamento que me ocorreu durante todo o tempo. Não digo que seja ruim ler/assistir só que é angustiante, acho que o que resume toda a sensação é justamente isso: "Vai ser difícil esquecer a expressão do menino judeu. A inocência nos olhos azuis do menino alemão. A dor nos passos pesados de Pavel. A dor de uma raça inteira." (frase de Lyani, que leu e assistiu o menino do pijama listrado - resenhas skoob).

Resumo: "O livro ofusca toda a 2ª Guerra Mundial. Não é um livro contando detalhes da guerra, e sim o drama sofrido por pessoas que participavam diretamente e indiretamente dela. Isso dá todo o mérito ao livro. Bruno é um garoto de apenas nove anos, que é obrigada a partir de Berlim, sua cidade natal e que passa a viver em um lugar deserto, no campo. A única coisa possível de ser visualizada em volta era a estrada, e ao longe uma grande cerca. Bruno queria sair dali, mas a unica coisa que sabia era que o trabalho de seu pai não o deixava. O pai de Bruno, Half, era um oficial alemão nazista de alta hierarquia, subordinado imediatamente a Hitler, que nunca deixava o filho saber qual o seu verdadeiro serviço. A curiosidade de toda criança entra em cena, Bruno, cansado de não fazer nada, sai escondido pela porta dos fundos para saber  o que havia escondido atrás da casa e se depara com cerca. Lá conhece Shmuel, uma criança judia que tem a mesma idade que ele. Os dialogos do livro são puros e inocente, assim como a conversa das duas crianças." (retirado e adaptado do site:  http://www.ojovemescritor.com/2012/04/resenha-o-menino-do-pijama-listrado.html).

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Livro/Filme: O Carteiro e o poeta

Em trabalho proposto em sala de aula, a professora pediu que comparássemos livros e filmes (O carteiro e o poeta, O menino do pijama listrado, O morro dos ventos uivantes, Meu pé de laranja lima, Dom). Interessante trabalhar com literatura e cinema juntos né? Também acho. Quando se lê o livro tem uma experiência, e quando você assisti o mesmo filme a experiência passa a ser completamente diferente, acho isso o máximo ! Apesar de ler o livro, ao se deparar com o filme sua expectativa aumenta e ao mesmo tempo quer ficar comparando tudo o que tem de diferente ou até mesmo igual. (agora entendi o conceito de literatura comparada hihi)
Na semana passada, o "premiado" da vez foi o belíssimo filme O carteiro e o poeta, não li o livro (não achei em lugar nenhum na internet nem em bibliotecas aqui na cidade :/) mas assisti o filme. Pra mim o mais maravilhoso da obra é a amizade existente entre os personagens principais O carteiro o jovem Mario e o Poeta Pablo Neruda. O mais bonitinho é que além do Mario gostar muito do Neruda, a amizade dos dois se fortifica a partir do momento que o carteiro necessita da ajuda do poeta para conquistar sua amada Beatriz. É uma amizade linda, que sobrevive apesar da distancia que ocorre entre os dois personagens. 
Escrito por Antônio Skármeta é um romance que acaba tendo um tom biográfico do famoso poeta Pablo Neruda. O livro/filme para mim tem dois fios condutor, o primeiro momento a linda amizade entre os dois que já falei e o outro é quando o Neruda ensina a Mario o que são Metáforas, e que ao fazer isso, nos convida para conhecer a poesia, a beleza e acima de tudo que as metáforas estão em qualquer lugar, nos mínimos detalhes da vida. ("seu sorriso se espalha como uma borboleta" metáfora que o Mario utiliza para conquistar sua amada Beatriz Russo)